domingo, 3 de janeiro de 2010

Sistemas de arquivos NTFS

Introdução
NTFS é a sigla para New Technology File System. Desde a época do DOS, a Microsoft vinha utilizando o sistema de arquivos FAT, que foi sofrendo variações ao longo do tempo, de acordo com o lançamento de seus sistemas operacionais. No entanto, o FAT apresenta algumas limitações, principalmente no quesito segurança. Por causa disso, a Microsoft lançou o sistema de arquivos NTFS, usado inicialmente em versões do Windows para servidores. Nas próximas linhas, você saberá a respeito do funcionamento do NTFS e conhecerá sua história.
Como o NTFS surgiu
O sistema de arquivos FAT é aceitável e perfeitamente funcional para a maioria dos usuários domésticos. Trata-se um sistema antigo, que mesmo com novas versões, herdou a simplicidade da primeira versão. Veja mais sobre FAT aqui. As limitações do FAT, principalmente quanto à segurança, capacidade e confiança, fizeram do FAT um sistema de arquivos inadequado para uso em servidores e aplicações críticas. A Microsoft, estando ciente disso, decidiu desenvolver um sistema de arquivos que se adequasse aos princípios de funcionamento do Windows NT e lançou o New Technology File System, conhecido pela sigla NTFS. Entre os objetivos da idealização do NTFS estavam o fornecimento de um sistema de arquivos flexível, adaptável, altamente seguro e confiável. Sem dúvida, tais características fizeram do Windows NT um sistema operacional aceitável para as aplicações cujo seu desenvolvimento foi planejado.
A idéia de lançar o Windows NT surgiu em 1990, quando a Microsoft sentiu a necessidade de ter um sistema operacional com as qualidades citadas acima e com funcionalidades típicas de servidor. Nesta época, a Microsoft não tinha nenhum sistema que pudesse se equiparar ao poderoso Unix (tinha somente o MS-DOS e o Windows 3.x). Decidida a ter uma fatia do mercado que pertencia ao Unix, a Microsoft deu início ao desenvolvimento do Windows NT. Esta sigla - NT - significa New Technology. A Microsoft logo percebeu que este novo Windows não teria sucesso se utilizasse o FAT, pelas razões já citadas. Era preciso criar um sistema de arquivos novo.
O NTFS foi desenvolvido e muitos até hoje pensam que ele é um sistema de arquivos inteiramente desenvolvido pela Microsoft, o que não é verdade. Seu projeto foi baseado nas análises das necessidades do novo sistema operacional, mas seus conceitos funcionais foram "herdados" do sistema de arquivos HPFS (High Performance File System).
Um sistema operacional muito conhecido nesta época era o OS/2, um projeto realizado em conjunto entre a Microsoft e a IBM. Ambas as empresas estavam tentando criar um sistema operacional de grande sucesso, cujo apelo principal seria a capacidade gráfica (lembre-se que naquela época, era muito maior o uso de sistemas operacionais baseados em linha de comando, como o DOS). O OS/2 de fato continha inovações tecnológicas, mas esbarrava nos quesitos suporte e marketing. Fora isso, a IBM e a Microsoft começaram a se desentender e a empresa de Bill Gates decidiu abandonar o projeto e se dedicar ao desenvolvimento do Windows NT. No entanto, a Microsoft acabou levando consigo muitos conceitos funcionais do sistema de arquivos do OS/2, o HPFS. É claro que tais conceitos foram essenciais para a criação do NTFS, o que fez com muitos pensassem que a Microsoft passou um golpe na IBM. No entanto, este artigo não visa discutir isso.
Características do NTFS
O NTFS possui características importantes, que o fez ser considerado um bom sistema de arquivos. Entre essas qualidades estão: confiança, pois permite que o sistema operacional se recupere de problemas sem perder informações, fazendo-o ser tolerante a falhas; segurança, onde é possível ter um controle de acesso preciso e ter aplicações que rodem em rede, fazendo com que seja possível o gerenciamento de usuários, incluindo suas permissões de acesso e escrita de dados; armazenamento, onde é possível trabalhar com uma grande quantidade de dados, permitindo inclusive o uso de arrays RAID; rede, fazendo do sistema plenamente funcional para o trabalho e o fluxo de dados em rede.
Há muitas outras características, que ficam mais ainda visíveis se comparadas ao FAT. A Microsoft vem trabalhando bastante para aperfeiçoar o NTFS, por isso, é de se esperar que novas características sejam implementadas no sistema de arquivos, de acordo com o lançamento de novas versões do Windows.
Versões do NTFS
Assim como aconteceu com o FAT, o NTFS também tem versões, que foram lançadas principalmente no surgimento de novos Windows. A cada versão, correções de falhas são feitas, suportes a hardware são implementados e novas características são dadas ao NTFS. A princípio houve o NTFS 1.0 usado no Windows NT 3.1 (por isso, esta versão do NTFS também ficou conhecida por NTFS 3.1).
Com o lançamento do Windows NT 4, o NTFS ganhou a versão 1.1 (ou versão 4). Esta versão também foi usada no Windows NT 3.51. O sucesso do Windows NT foi tão grande que sua versão do NTFS virou referência em sistemas de arquivos.
A Microsoft não ficou parada e lançou a versão conhecida como NTFS 5.0 com o lançamento do Windows 2000, substituto do Windows NT. Apesar da nova versão, o NTFS 4 foi tão difundido que seu suporte a outro sistemas operacionais não acabará tão cedo.
Esta nova versão do NTFS possui novas características importantes, além daquelas herdadas da versão anterior. Essas mudanças foram essenciais para fazer do Windows 2000 um sistema que fosse realmente adequado para substituir o Windows NT. Só para servir de exemplo, o serviço Active Directory é um dos chamativos do Windows 2000 e foi implementado graças a alterações no FTFS. Entre os novos recursos do NTFS 5 estão: Reparse Points, onde arquivos e pastas dentro do sistema de arquivos podem ter ações associadas a eles, de forma que operações particulares a estes arquivos possam ser executadas; novas características de segurança, onde o mecanismo para gerenciamento da segurança e de usuários, principalmente em relação a acesso e arquivos foram melhorados; quotas de discos, onde o administrador do sistema pode determinar o espaço em disco disponível a um usuário ou a um grupo de usuários; diários de alterações, onde volumes podem ser ajustados para rastrear as operações efetuadas nos arquivos e pastas; codificação, onde o sistema permite que arquivos sejam codificados/decodificados automaticamente; suporte a arquivos esparsos, onde é possível armazenar de forma eficiente arquivos esparsos (que são arquivos grandes mas que possuem algumas estruturas vazias, desperdiçando espaço em disco).
Com o lançamento do Windows XP, Windows 2003 Server e futuras versões, o NFTS vai ganhando melhoramentos e novas características, mas certamente a versão 4 ainda será uma referência. Isso deixa claro que o NFTS não deixará de ser usado tão cedo pela Microsoft.
Funcionamento do NTFS
Conforme as características herdadas do HPFS, o NTFS trabalha de uma forma mais eficiente no gerenciamento do espaço de disco. Isso porque as informações são armazenadas em uma base por setor do disco, em vez de utilizar clusters de múltiplos setores (veja mais sobre isso lendo o artigo sobre FAT). Essa forma de trabalho, traz várias vantagens, como menor necessidade de desfragmentação de disco e maior consistência de dados. Isso porque essa arquitetura de dados por base em setor permite manter os dados próximos, ou seja, não espalhados pelo disco. Até o gerenciamento de grandes quantidades de dados é beneficiado por esta característica, já que como acontecia com o FAT, trabalhar com clusters por setor, fazia do sistema de arquivos dependente de um número pré-determinado de setores.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Roteador

Roteador (estrangeirismo do inglês router, ou encaminhador) é um equipamento usado para fazer a comutação de protocolos, a comunicação entre diferentes redes de computadores provendo a comunicação entre computadores distantes entre si.
Roteadores são dispositivos que operam na camada 3 do modelo OSI de referência. A principal característica desses equipamentos é selecionar a rota mais apropriada para encaminhar os pacotes recebidos. Ou seja, escolher o melhor caminho disponível na rede para um determinado destino.
Funcionamento
Os roteadores utilizam tabelas de rotas para decidir sobre o encaminhamento de cada pacote de dados recebido. Eles preenchem e fazem a manutenção dessas tabelas executando processos e protocolos de atualização de rotas, especificando os endereços e domínios de roteamento, atribuindo e controlando métricas de roteamento. O administrador pode fazer a configuração estática das rotas para a propagação dos pacotes ou pode configurar o roteador para que este atualize sua tabela de rotas através de processos dinâmicos e automáticos.
Os roteadores encaminham os pacotes baseando-se nas informações contidas na tabela de roteamento. O problema de configurar rotas estaticas é que, toda vez que houver alteração na rede que possa vir a afetar essa rota, o administrador deve refazer a configuração manualmente. Já a obtenção de rotas dinamicamente é diferente. Depois que o administrador fizer a configuração através de comandos para iniciar o roteamento dinâmico, o conhecimento das rotas será automaticamente atualizado sempre que novas informações forem recebidas através da rede. Essa atualização é feita com a troca de informações entre roteadores vizinhos em uma rede.
Protocolos de roteamento
São protocolos que servem para trocar informações de construção de uma tabela de roteamento. É importante ressaltar a diferença entre protocolo de roteamento e protocolo roteável. Protocolo roteável é aquele que fornece informação adequada em seu endereçamento de rede para que seus pacotes sejam roteados, como o TCP/IP e o IPX. Protocolo de roteamento possui mecanismos para o compartilhamento de informações de rotas entre os dispositivos de roteamento de uma rede, permitindo o roteamento dos pacotes de um protocolo roteado. Exemplo de protocolo de roteamento: RIP, OSPF, IGRP, BGP, EGP, etc.
Tipos
Entre meados da década de 1970 e a década de 1980, microcomputadores eram usados para fornecer roteamento. Apesar de computadores pessoais poderem ser usados como roteadores, os equipamentos dedicados ao roteamento são atualmente bastante especializados, geralmente com hardware extra para acelerar suas funções como envio de pacotes e encriptação IPsec.
Roteadores modernos de grande porte assemelham-se a centrais telefônicas, cuja tecnologias atualmente estão sendo convergidas, e que no futuro os roteadores podem até mesmo substituir por completo.
Um roteador que conecta um cliente à Internet é chamado roteador de ponta. Um roteador que serve exclusivamente para transmitir dados entre outros roteadores (por exemplo, em um provedor de acesso) é chamado um roteador núcleo. Um roteador é usado normalmente para conectar pelo menos duas redes de computadores, mas existe uma variação especial usada para encaminhar pacotes em uma VLAN. Nesse caso, todos os pontos de rede conectados pertencem à mesma rede.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

BOAS FESTAS

A Ewertek Informática, deseja a todos os clientes os melhores votos de paz, saúde e boas festas, queremos que vocês continuem sempre com essa alegria, com esse companheirismo, que vocês continue nos prestigiando com a sua preferência e a sua atenção, pois só assim, teremos motivos para continuar sempre buscando o melhor. Boas festas, que nesse final de ano, vocês possam somar todas as alegrias e possa dividir o seu entusiasmo de ser feliz sempre, somos privilegiados porque contamos com a sua amizade e preferência, com seu apoio, com sua opinião. É com muito prazer que atendemos clientes como vocês, a nossa meta é oferecer sempre o melhor. Receba o nosso carinho, o nosso muito obrigado por tudo e tenha boas festas neste final de ano.

Desejamos a todos clientes, amigos e funcionários,um excelente ano novo, repleto de paz, muitas felicidades e que esse ano de 2010 supere em todos os aspectos o ano passado.
"Ano Novo, Sorte Nova "
Felicidades à todos!!!!!!

domingo, 20 de dezembro de 2009

VESTIBULAR É ANULADO

Domingo - 20/12/2009 - 09h33

Vestibular da Uern é cancelado

O vestibular da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), que estava em andamento hoje (domingo, 20), está cancelado.

O reitor Milton Marques e pró-reitores da instituição estão reunidos neste momento na Reitoria (Mossoró).

*Deve ser emitida nota justificando a decisão, esclarecendo o episódio e estimando data para o novo certame.

Extraoficialmente o Blog apurou que teria ocorrido falha de ordenamento de dados das provas (perguntas e respostas incompatíveis). Da capital ao interior saltaram reclamações.

A empresa responsável pela elaboração-aplicação das provas é a AOCP Concursos
FONTE: REPORTE JOHNNY DE GONVERNADOR - RN
ESTAMOS GRATO POR SUA CONTRIBUIÇÃO COM NOSSO HUMILDE BLOG

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

SIGNIFICADO DE INFORMÁTICA

Informática é o termo usado para se descrever o conjunto das ciências da informação, estando incluídas neste grupo: a ciência da computação, a teoria da informação, o processo de cálculo, a análise numérica e os métodos teóricos da representação dos conhecimentos e de modelagem dos problemas.
O termo informática, sendo dicionarizado com o mesmo significado amplo nos dois lados do Atlântico
[1], assume em Portugal o sentido sinônimo de ciência da computação enquanto que no Brasil é habitualmente usado para referir especificamente o processo de tratamento da informação por meio de máquinas eletrônicas definidas como computadores.
O estudo da informação começou na
matemática quando nomes como Alan Turing, Kurt Gödel e Alonzo Church, começaram a estudar que tipos de problemas poderiam ser resolvidos, ou computados, por elementos humanos que seguissem uma série de instruções simples de forma, independente do tempo requerido para isso. A motivação por trás destas pesquisas era o avanço durante a revolução industrial e da promessa que máquinas poderiam futuramente conseguir resolver os mesmos problemas de forma mais rápida e mais eficaz. Do mesmo jeito que as indústrias manuseiam matéria-prima para transformá-la em um produto final, os algoritmos foram desenhados para que um dia uma máquina pudesse tratar informações. Assim nasceu a informática.
Conceito da palavra "Informática"
A palavra Informática é derivada de duas outras palavras associadas a ela, a primeira é informação e a segunda é automática. Essas palavras definem os principais objetivos que foram atingidos pelos computadores, a necessidade de se obter e fazer o tratamento da informação de forma automática, fez com que surgisse justamente esta palavra. O meio mais comum da utilização de informática são os computadores, que tratam informações de maneira automática.
Origem da palavra informática
Em 1957, o cientista da computação alemão Karl Steinbuch publicou um jornal chamado Informatik: Automatische Informationsverarbeitung ("Informática: processamento de informação").
A palavra portuguesa é derivada do francês informatique, vocábulo criado por Philippe Dreyfus, em 1962, a partir do radical do verbo francês informer, por analogia com mathématique, électronique, etc.
Em português, a palavra informática é formada pela junção das palavras informação + automática. Pode dizer-se que informática é a ciência que estuda o processamento automático da informação por meio do computador.
Há uma linha de pensamento que conduz o termo "informática" à junção dos conceitos "informação" e "matemática". A computação seria o meio tecnológico que possibilitou unir insumos informacionais com as ciências matemáticas

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Economize tinta - e tempo - com a sua impressão!

Impressões com mais detalhes, imagens direcionadas a trabalhos de faculdade ou apresentações na empresa necessitam de maior qualidade de impressão. Mas, e quando o arquivo é composto apenas de texto, e de uso momentâneo, sem tanta burocracia? Compensa gastar tanta tinta? Então vamos economizar tinta e tempo, com uma dica bem simples para obter melhores resultados e aumentar a vida útil dos cartuchos.
Para começar, é importante saber que cada tipo de impressora tem o seu formato de opção para essa mudança. Vamos começar pelo padrão das impressoras a Laser. Abra, por exemplo, um documento do Word. Clique no menu “Arquivo” e depois selecione “Imprimir”. Ao abrir a tela, clique em “propriedades”. Clique no botão “Avançado” e você vai ver essa tela de funções. Aqui você pode escolher entre a impressão de maior qualidade, com 300x300 pontos por polegada, ou a de menor qualidade, com 150x150. Outra opção nesse tipo de equipamento, é a possibilidade de imprimir mais de uma página por folha. Dentro das propriedades, escolha a aba layout e aqui embaixo, defina a quantidade de páginas a serem impressas no mesmo papel.
Nas impressoras de jato de tinta, a alteração é ainda mais fácil. Abra novamente um documento para impressão, vá ao menu “Arquivo” e clique em “Imprimir”.A mesma caixa de opções será aberta. Clique no botão “propriedades”. Deu pra perceber que o layout é mais fácil e dinâmico. Apenas selecione a opção “rascunho”.
Agora sua impressora está pronta para imprimir mais, gastando menos. Também é muito importante a reutilização dessas folhas. Você ainda pode usar o verso para imprimir mais algum texto.
Há também a possibilidade de utilizar fontes que gastam menos tintas, como a Ecofont, que chega a economizar 20% dos gastos de tinta com sua impressora.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Saiba como funcionam os programas antivírus

A coluna Segurança para o PC trouxe na semana passada um quiz sobre antivírus. Foram perguntas técnicas, mas relevantes. Certamente, quem sabe respondê-las faz um uso melhor da ferramenta que tem em mãos e, com isso, pode manter seu PC livre de problemas mais facilmente. Hoje a coluna traz uma explicação para cada uma das respostas, caso você tenha ficado em dúvida ou errado alguma questão. Se você ainda não fez o quiz, teste aqui seus conhecimentos sobre antivírus antes de verificar as respostas comentadas. Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados, etc), vá até o fim da reportagem e utilize a seção de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quartas-feiras.
Uma “assinatura” é:
Uma informação usada para detectar pragas. Assim como a assinatura do nome identifica a identidade da pessoa, a assinatura de um vírus é o que o antivírus usa para identificar que uma praga digital está presente em um arquivo. A assinatura é geralmente um trecho único do código do vírus. Procurando por esse trecho, o antivírus pode detectar o vírus sem precisar analisar o arquivo inteiro.
O que é a quarentena?
É o local onde o antivírus armazena arquivos identificados como vírus. As assinaturas nem sempre são 100% confiáveis e podem detectar vírus em arquivos inofensivos. Ao deixar os arquivos suspeitos em um local isolado e seguro, o antivírus permite que os mesmos sejam recuperados mais tarde, se isso for necessário, e impede que as pragas realizem qualquer atividade maliciosa. Idealmente, os arquivos na quarentena são criptografados ou alterados de alguma forma para que outros antivírus não os identifiquem como vírus. Isso nem sempre acontece, e a quarentena acaba gerando conflitos caso dois softwares antivírus estejam em um mesmo PC – o que não é recomendado.
Às vezes, antivírus cometem o erro de detectar infecção em programas legítimos, sem vírus. A isso se dá o nome de...
Falso positivo. Quando um antivírus examina um arquivo, ele responde uma pergunta implícita – “esse arquivo é um vírus?” A resposta pode ser positiva (“sim, é”) ou negativa (“não, não é”). Quando um antivírus dá uma resposta positiva incorretamente, diz-se que ocorreu um “falso positivo”. Quando o antivírus deixa escapar um vírus, o termo é “falso negativo”.
O correto a se fazer com um vírus que o antivírus não detecta é...
Enviar o arquivo para a empresa antivírus. Se você sabe que o arquivo é um vírus e o antivírus não o está detectando, enviá-lo para análise é a atitude mais correta a se tomar. Muitos programas possuem opções em seus menus para realizar esse procedimento. Em outros casos, os sites das empresas disponibilizam um e-mail. Enviar os arquivos ao VirusTotal também funciona, porque ele redistribui a amostra para mais de 40 empresas antivírus.
Heurística é...
Um conjunto de técnicas para identificar vírus desconhecidos. Muitos programas inclusive possuem nomes de vírus específicos para o que é detectado pela heurística. Um usuário que conhece bem o seu antivírus pode saber quando a heurística está agindo para enviar os arquivos suspeitos à companhia antivírus. O Norton AntiVirus, por exemplo, chama de “Bloodhound” o que é detectado com essa tecnologia; o NOD32, “NewHeur”. Uma detecção heurística, por ser genérica, também tem mais chance de ser um falso positivo.
Não é um uso válido da quarentena...
Isolar arquivos importantes contra infecção. A quarentena apenas serve para isolar as pragas digitais e não tem a finalidade de proteger arquivos legítimos contra infecção.
Em antivírus, chama-se HIPS (Host Intrusion Prevention System) a tecnologia que...
Analisa o comportamento dos programas em execução. É às vezes também chamada de “behavior blocking”. Usando essa tecnologia, os antivírus verificam se um programa realiza atividades suspeitas, como por exemplo envio de e-mails em massa, download de muitos arquivos, entre outros comportamentos que indicam a possibilidade de ser uma praga digital. É diferente da heurística porque só funciona com programas em execução, enquanto a heurística analise o próprio arquivo.
Atualmente, não se considera tarefa do antivírus a detecção de...
Nada. O antivírus tem o dever de detectar qualquer programa malicioso ou mesmo apenas indesejado. Até alguns anos atrás, os usuários precisavam instalar softwares separados para cada função. Ao antivírus era reservada a função de detectar apenas pragas digitais; antispywares e antitrojans se encarregavam de remover ou detectar softwares suspeitos ou de comportamento duvidoso. Hoje, tudo isso foi integrado ao antivírus. Aplicativos anti-spywares dedicados estão sumindo por não serem mais necessários.
Seu computador está infectado. O antivírus remove algumas pragas, mas não resolve o problema. Você instala outro programa, ou usa um antivírus on-line. Ele detecta mais pragas e o problema é resolvido. É correto afirmar...
Nada pode ser afirmado. Nenhum antivírus detecta 100% das pragas. No momento que um computador está infectado, é evidente que o antivírus falhou. No entanto, quantas outras pragas digitais foram detectadas, barradas ou eliminadas pelo antivírus que estava no computador até então? É muito comum esse cenário: o computador é infectado, o usuário instala outro programa, ele remove as pragas e conclui-se que o segundo software era melhor que o primeiro. É uma conclusão equivocada, no entanto, e é importante evitá-la.
O nome “W32.Beagle@mm” indica que a praga se espalha principalmente por...
E-mail (“@mm”). A coluna "Segurança para o PC" já explicou como ler o nome de pragas digitais. “@mm” é um sufixo que significa “mass-mailer”, ou seja, um vírus que envia e-mail de forma massiva. É verdade que esse vírus se espalha pela rede, já que o e-mail é um serviço da rede, mas o “W32” é de “Win32” e nada tem a ver com o termo “worm”.
A coluna Segurança para o PC de hoje fica por aqui. Volto na quarta-feira (21) com as respostas às dúvidas deixadas pelos leitores. Se você tem alguma dúvida, crítica, elogio ou sugestão de pauta, use a área de comentários logo abaixo. Até a próxima!
* Altieres Rohr é especialista em segurança de computadores e, nesta coluna, vai responder dúvidas, explicar conceitos e dar dicas e esclarecimentos sobre antivírus, firewalls, crimes virtuais, proteção de dados e outros. Ele criou e edita o Linha Defensiva, site e fórum de segurança que oferece um serviço gratuito de remoção de pragas digitais, entre outras atividades. Na coluna “Segurança para o PC”, o especialista também vai tirar dúvidas deixadas pelos leitores na seção de comentários.